quarta-feira, 19 de junho de 2013
Very Important People…. a sigla foi criada da necessidades das pessoas ricas e insignificantes ganharem características que as diferenciassem de pessoas ditas pobres. Afinal, inteligência, simpatia e carisma não se compram. Resolveram inventar um título para atribuir alguma importância para essas pessoas que tem dinheiro mas continuam sendo nada.
Apareceram então os colunistas sociais, outra profissão que compete com os paparazzis no pódio das mais idiotas. Colunista Social é aquele jornalista que fracassou e não teve outra opção senão trabalhar espiolhando sobre a vida de quem tem dinheiro. Eles são alimentados por mentes retrógradas que acreditam mesmo que quanto mais papel timbrado pela Casa da Moeda uma pessoa tem, maior o seu valor.
A palavra fã, vem de inglês fan, que é uma abreviatura da palavra fanatic (fanático). Fanatismo, por sua vez, é uma das maiores estupidezes do ser humano. Você tem todo o direito de admirar uma pessoa ou um objecto, mas para isso não é preciso idolatrá-la(o) ou endeusa-la(o). Quando tomas essa atitude, assinas o contrato da imbecilidade.
Algumas pessoas merecem reconhecimento e muita admiração, porém, ninguém merece idolatria, principalmente de cunho fanático.
A Moda é uma faca de dois gumes. Por um lado ela ajuda a pessoa a sentir-se bem e a apresentar-se melhor, por outro, reprime, restringe, limita a liberdade e a criatividade das pessoas e até mesmo vira instrumento de disseminação do preconceito e diferenças ilusórias.
A moda surgiu pelo medo da exclusão.
Através do comportamento instintivo do homem, a moda consolidou os seus alicerces. “Use isto, ou você está fora”, o principio do medo da exclusão.
“Quando o primeiro espertalhão encontrou o primeiro imbecil, nasceu o primeiro Rei.”
A Monarquia nasceu assim: no princípio existiam chefes tribais, que eram os melhores caçadores. Eles não tinham privilégios, eram chefes devido as suas aptidões com a caça, desse modo, obtinham a liderança do seu povo pelo facto e os outros caçadores tinham confiança neles. Como a maioria dos seres humanos sempre necessitou de alguém para lhe dar ordens e dizer o que fazer, os chefes tribais começaram a ganhar mais poder. Era mais fácil atribuir a responsabilidade a outro.
Por mais incrível que pareça, a Monarquia resistiu até hoje provando que a espécie humana não é assim tão inteligente. Actualmente, temos um cenário irónico quando a maior monarquia do mundo reside no país mais crítico, a Inglaterra. Prova disso foram os cocktails molotov que incendiaram Londres nos protestos estudantis que tomaram a capital após o anuncio que do casamento real. A união do Príncipe William e Kate Middleton custaram aos cofres públicos 5 milhões de libras, que foram descontados no aumento das mensalidades das universidades inglesas.
A pergunta que fica é: qual é a obrigação de um país em sustentar uma família com luxos e riquezas? Antigamente ainda havia um rei ou outro que eram estrategistas natos e cuidavam do seu reino, hoje, mesmo sendo meros enfeites, continuam vivendo na mesma vida fácil. O resumo disso não podia ser outro senão a mais pura idiotice na inutilidade.
Entre todas as profissões do mundo a de paparazzi é uma das mais idiotas. Paparazzi é um fotógrafo frustrado e ressabiado. Do fracasso surge a opção de trabalhar perseguindo outros idiotas, chamados pelo público de “celebridades”. Isto provoca aquelas manchetes maravilhosas que mudam a vida de todo o mundo. E como semelhante atrai semelhante, pessoas idiotas lêem essas matérias, alimentando o ciclo de idiotice. A minha teoria é que todos os leitores deste tipo de notícia são pessoas que já perderam o amor á vida e agora desejam viver a vida dos outros.
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