domingo, 8 de abril de 2012

Trago nos dedos
O meu destino
De um mundo por tocar

A dor que trago no peito
Já não é dor, já sou eu
Sou eu o sonho imprefeito
Por trazer dentro do peito
Um amor que é só meu.
E a voz correu, que o rio sou eu
E o que eu quiser, e ao que me der
" Que a vida só se dá p'ra quem se deu "

derradeiro leito






Quis soltar o grito que me queima
Um lamento que em mim teima
Em não ficar calado.
Quando o tempo te dá tempo para amar.



Há um motivo qualquer
P'ar eu me erguer deste nada
Sacode o medo
Que trazes preso à alma
E atrasa o teu andar
Tens onde ir que esse teu canto
Ainda tem tanto para dar.


Procuro por Ti
Trago este vazio
E o desejo de dar cor à minha vida
Quero pintar
Esta história que estou a criar
Quero ser mais
Minha grandeza afirmar
Ser poeta, ser cantor, ser o céu
Onde mora tudo o que eu vou ser
Se eu souber ser amor
Não sei se é uma bênção ou ironia
Com carinho, dá-me a mão
Mostra que és parte de mim.
Põe na voz o coração
Só faz sentido assim.
Tu és fogo, tu és calma
Que é dia e o sol chama por mim.
Eu nasci nalgum lugar
Donde se avista o mar
Como eu gostava de ser tristeza
Como eu gostava de ser tristeza
Atrás de ti a vida inteira
Perdões perdidos
Num murmúrio desolado
e bendigo ter vivido
para o dia de te ver
Sofri a dor mais louca por amar
Alguém a quem meu peito tudo deu.
E cada copo é revolta
E cada trago é um grito
Súplica de alguém aflito





Que lenta esta manhã que hoje descubro
Tão lenta que nem mesmo a vi chegar


O meu amor
É tudo o que eu sempre quis
Quando quis ser feliz
E não fui.
E agora sou
Sem esperar ou querer



Quem sabe se um dia a sorte
Não me dirá ao que vou.
não tenho como parar
Então amei sem medida

que não lamento o tanto que te dei
por não saber que a vida me mentia.
Contra ventos e marés.